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Erva-doce: para que serve esse fitoterápico brasileiro

Suplementos e vitaminas

Erva-doce é tradicionalmente usada para aliviar gases, má digestão e tosse, mas não substitui orientação médica ou farmacêutica.

A erva-doce é uma planta muito popular no Brasil, usada tradicionalmente em chás para aliviar desconfortos digestivos, como gases, sensação de estufamento e cólicas leves, além de ser empregada popularmente como auxiliar em casos de tosse e resfriados. É importante saber que, no Brasil, o nome "erva-doce" costuma ser usado tanto para a planta *Pimpinella anisum* (anis) quanto para *Foeniculum vulgare* (funcho), que têm usos tradicionais parecidos, mas são espécies diferentes. Por isso, ao comprar o produto, vale conferir o nome científico na embalagem.

Para que a erva-doce é usada tradicionalmente?

Os usos mais citados na tradição popular e em formulários de fitoterapia incluem:

Esses usos estão associados principalmente ao anetol, substância aromática presente no óleo essencial da planta, que confere o sabor característico semelhante ao do anis.

Como a erva-doce costuma ser consumida?

A forma mais comum é o chá, preparado por infusão das sementes em água quente. Também existem apresentações industrializadas, como extratos secos ou fluidos, encontrados em farmácias na forma de gotas ou comprimidos fitoterápicos. Quando o produto é registrado como medicamento fitoterápico pela Anvisa, ele traz bula com orientações de uso, modo de preparo e cuidados — e essas informações da bula devem sempre ser seguidas, junto com a orientação do farmacêutico.

Não existe uma dose "certa" que sirva para todas as pessoas, pois isso depende da apresentação do produto, da idade e de condições de saúde. Por isso, antes de usar qualquer produto à base de erva-doce de forma regular, é recomendável conversar com o médico ou farmacêutico, especialmente para orientar a forma de uso mais adequada ao seu caso.

Erva-doce é segura para todo mundo?

Apesar de ser uma planta de uso tradicional e, em geral, bem tolerada em chás caseiros ocasionais, alguns cuidados merecem atenção:

Erva-doce substitui remédio para gases ou tosse?

Não. A erva-doce é um recurso complementar de uso tradicional, mas não é indicada para tratar doenças, nem substitui o diagnóstico e o tratamento prescritos por um profissional de saúde. Se os sintomas de gases, má digestão ou tosse persistirem, piorarem ou vierem acompanhados de febre, dor intensa, falta de ar ou outros sinais de alerta, é importante procurar atendimento médico.

O que considerar antes de usar

Antes de incluir a erva-doce na rotina, de forma mais do que ocasional, vale considerar:

Fitoterápicos têm efeitos reais, mas, assim como os medicamentos convencionais, merecem respeito e orientação adequada antes do uso contínuo.

Perguntas frequentes

Chá de erva-doce pode ser tomado todos os dias?

O uso ocasional costuma ser bem tolerado, mas o consumo diário e prolongado deve ser discutido com médico ou farmacêutico, especialmente por quem usa outros medicamentos.

Erva-doce e funcho são a mesma planta?

Não exatamente: no Brasil, "erva-doce" costuma se referir tanto a Pimpinella anisum quanto a Foeniculum vulgare (funcho), espécies diferentes com usos tradicionais parecidos.

Erva-doce ajuda a dormir?

É usada popularmente como chá calmante à noite, mas não há comprovação robusta de efeito sedativo relevante; se a insônia persistir, procure orientação médica.

Pode dar chá de erva-doce para bebê com cólica?

Esse uso é popular, mas deve ser avaliado antes pelo pediatra, pois bebês são mais sensíveis a substâncias de plantas e a produtos concentrados.

Erva-doce interage com medicamentos?

É possível, como ocorre com diversas plantas de uso medicinal; por isso, quem usa remédios contínuos deve informar o uso de chás ao médico ou farmacêutico.

Referências

Fontes oficiais para conferir as informações deste artigo, no padrão ABNT. Clique para abrir.

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Portal da Anvisa: Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. Brasília, DF: Anvisa, [2026]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/search?SearchableText=Formul%C3%A1rio%20de%20Fitoter%C3%A1picos%20da%20Farmacopeia%20Brasileira. Acesso em: 29 out. 2026.
  2. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Portal da Anvisa: fitoterápicos. Brasília, DF: Anvisa, [2026]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/search?SearchableText=fitoter%C3%A1picos. Acesso em: 29 out. 2026.
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Portal do Ministério da Saúde: plantas medicinais e fitoterápicos. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [2026]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/search?SearchableText=plantas%20medicinais%20e%20fitoter%C3%A1picos. Acesso em: 29 out. 2026.
  4. NATIONAL CENTER FOR BIOTECHNOLOGY INFORMATION. PubChem: anethole. Bethesda, MD: NCBI, [2026]. Disponível em: https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/anethole. Acesso em: 29 out. 2026.

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